Gobierno de España

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José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo da Espanha (2004-2011)

2 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo da Espanha (2004-2011) | La entrevista, Noticias | ,

P: Das medidas que foram impulsionadas no seu mandato, quais acredita que influenciaram de forma mais importante a reputação da Espanha?

R: Como se recordará, no começo mesmo da Legislatura de 2004, teve uma notável repercussão a retirada das tropas espanholas do Iraque, que realizamos cumprindo uma promessa eleitoral e de acordo com a vontade muito majoritária da sociedade de meu país. Deste modo, e em circunstâncias certamente extraordinárias, Espanha reafirmava sua condição inequívoca de nação favorável à legalidade internacional e à paz, no marco das Nações Unidas.

Nesse mesmo marco, se inscreve a iniciativa da Aliança de Civilizações, conduzida pela convicção de que o terrorismo fundamentalista religioso deve ser combatido, além dos meios convencionais, mediante medidas que atentem ao respeito e o reconhecimento entre culturas e civilizações distintas, entre os jovens, na educação e na cultura, nas relações internacionais, com a contribuição positiva para a convivência das próprias religiões… Isto é, o conjunto de ações que foi desenvolvido pela Aliança.

Creio, também, que durante nosso mandato contribuímos para a reputação da Espanha com o avanço sem precedentes que se produziu na cooperação espanhola, particularmente, ainda que não exclusivamente, com sua projeção na América Latina. Foi um esforço muito considerável, desenvolvido em âmbitos muito diversos, não só na luta contra a pobreza, mas também em relação á educação, a institucionalidade, a igualdade de gênero, o desenvolvimento sustentável… Um esforço que deixou uma caminho estrutural bem visível em alguns campos, como por exemplo o Fundo da Água, que já mobilizou mais de 1.200 milhões de euros para por em marcha programas e projetos em nada menos que 19 países parceiros da região. Isso é reputação espanhola, reputação no melhor sentido possível.

E permita-me que inclua por último algumas iniciativas internas, que também creio que contribuíram para melhorar nossa imagem no exterior, como as iniciativas adotadas em matéria de direitos (A Lei integral contra a violência de gênero, a de Igualdade efetiva entre mulheres e homens, a que reconhece o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo…), refletindo a imagem de um país avançado, que valoriza a boa convivência fundamentada no respeito à liberdade e à diversidade.

P: Quais são os principais desafios que a Espanha enfrenta hoje, em matéria de reputação?

A Espanha é um país rico e diversificado internamente e também em sua projeção ao exterior, por sua tríplice condição de nação europeia, latino-americana e mediterrânea aberta ao mundo árabe. E porque possui uma cultura e uma língua muito vigorosas. Tudo isso nos permite ser um país ativamente comprometido na nova ordem global, com a paz e a segurança, com o diálogo para prevenir conflitos e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e como tal reconhecido e influente na comunidade internacional. Portanto, aí sigo insistindo, em uns ou outros governos, está o presente e o futuro de nossa reputação.

Mais concretamente, isso significa, por exemplo, no nosso papel como membros da União Europeia, trabalhar sempre ao lado dos que querem se aprofundar nela e contribuir para que ela possa enfrentar seus maiores desafios como o de abordar os problemas migratórios. Em nossa vocação latino-americana, acompanhar respeitosamente os processos de integração regional e atender ao chamado para apoiar os processo de paz, como na Colômbia, ou de diálogo, como na Venezuela. Em nossa dimensão mediterrânea e em nossa relação com o mundo árabe, defender a convivência entre culturas e relegiões e pleitear, sem descanso, pela solução pacífica de conflitos.

E, de novo, nossa reputação vai depender também de que façamos bem os deveres de casa, de que saibamos abordar o desafio de reforçar a coesão social, democrática e territorial em nosso país nesse período complexo, de incertezas que estamos vivendo e compartindo com nossos sócios europeus.

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