Olga Oro, Presidente da PRORP, México: “A reputação de uma organização é o seu principal valor”

Olga Oro

Presidente

PRORP

Olga Oro é licenciada em Comunicação pela Universidade Ibero-Americana. Conta com uma trajetória de mais de 25 anos em Relações Públicas, trabalhando em empresas como a Hewlett Packard. Criou a sua própria agência de relações públicas tendo como clientes a Microsoft e a Intel por mais de 10 anos e depois como líder na prática de tecnologia em H&K. É fundadora da PRORP, Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas.

Atualmente

Olga Oro é presidente da PRORP e CEO da Mex PR Digital, onde se dedica às relações públicas digitais, disponibilizando workshops e cursos de formação. Leciona o módulo de Relações Públicas Digitais no curso de Comunicação Digital no TEC de Monterrey e é conferencista em temas de Relações Públicas Digitais.

P: Qual é o principal desafio que os profissionais de relações públicas enfrentam na América Latina?

R: O desafio mais importante é demonstrar o valor da nossa profissão, a real importância na gestão de reputação de uma empresa.

Para isso, identifico quatro pontos muito importantes que devemos trabalhar para fortalecer o nosso trabalho:

a) Medição em Relações Públicas, convencer os nossos clientes que há algo mais do que a perspetiva quantitativa de valor publicitário equivalente, e agregar indicadores qualitativos que estejam alinhados com os objetivos estratégicos planejados.

b) Estratégia de Comunicação com influenciadores, todos os dias esta gestão está a gerar mais impacto e repercussões nas marcas dos nossos clientes, pelo que devemos focar-nos em trabalhar na criação de uma relação autêntica entre esses influenciadores e as nossas marcas.

c) Comunicar visualmente, a cada dia é mais importante que os profissionais tirem partido das técnicas de imagem e utilizem vídeos na estratégia de comunicação dos seus clientes ou marcas, aproveitando sempre as plataformas de redes sociais.

d) Criatividade na entrega das mensagens, devemos considerar que a maneira como contamos as histórias é fundamental assim como a escolha dos meios. Temos de continuar a inovar e a explorar diferentes plataformas para cada vez obter mais sucesso junto das audiências escolhidas.

P: Qual é a relação entre as relações públicas e a reputação de uma organização?

R: Um dos aspetos fundamentais das relações públicas é criar, manter e cuidar da imagem corporativa das organizações. Uma boa imagem corporativa leva a que a empresa obtenha uma perceção positiva e uma boa reputação.

A reputação de uma organização é o seu principal valor. É o ativo mais importante já que cria e sustenta o valor da marca, o preço da ação, a confiança dos clientes e provedores, a credibilidade com as autoridades e a retenção dos melhores colaboradores… mas é também o ativo mais vulnerável.

P: Quais são os três primeiros passos em relações públicas, que devem ser seguidos por uma empresa, quando confrontada com uma crise?

R: As crises surgem quando um evento importante ameaça prejudicar a imagem da marca ou empresa, e o trabalho da agência de Relações Públicas ou do responsável de Relações Públicas de cada empresa deve passar pela monitorização e identificação da crise, seguindo estes passos:

Passo 1. Identificar e Monitorizar
Identificar que tipo de evento gerou a crise e monitorizar e adaptar a comunicação aos canais de difusão e viralização.

Passo 2. Formar um Comité de Crise e recorrer (se existir) ao Manual de Crise da empresa.
O Comité de Crise deve ser formado com pessoas que disponham da informação e que sejam especialistas no tema do problema. A administração da empresa deve ser envolvida na tomada de decisões imediatas e nunca devemos negligenciar a comunicação interna. É vital que os colaboradores tenham a informação em primeira mão.

Passo 3. Reagir em tempo útil e com absoluta transparência
Há que reagir rapidamente e admitir o que aconteceu, evitando cair em provocações. Seja proativo… assuma o controlo da situação antes que outros a assumam por si.

Responda honestamente, mesmo que não tenha todos os dados no momento. E continue a comunicar os fatos ou a agir com base nos elementos que vai tendo.

P: Qual é o maior erro que as organizações cometem na hora de implementar uma estratégia de comunicação digital?

R: O principal erro é participar sem uma estratégia adequada aos objetivos de negócio e aos valores fundamentais da empresa.

Muitas vezes, uma organização decide que não vai participar nas redes sociais, porque não sabe como fazê-lo e porque tem medo de “abrir uma porta” de onde pode receber comentários que não quer ouvir… A essas organizações o que digo sempre é que, mesmo que não participam, a sua imagem corporativa e as suas marcas estão presentes nos comentários dos seus públicos e se surgir algo negativo, a sua reputação vai ser afetada sem que a empresa dê conta.

Atualmente, as organizações devem ter uma estratégia de comunicação digital como parte integrante do seu programa de comunicação. Ninguém se pode dar ao luxo de não o fazer sem correr um sério risco de ver a sua reputação ser afetada pelo seu silêncio ou por uma má gestão da sua estratégia.

P: Por que considera que uma cimeira como a CIBECOM’2017 é importante para o desenvolvimento presente e futuro de uma organização como a PRORP (México)?

R: As relações públicas, assim como o marketing, a publicidade e a comunicação organizacional vão-se transformando dia-a-dia, adaptando-se às novas tendências e ao ambiente digital. Uma cimeira como a CIBECOM’2017 permite-nos contactar com profissionais de comunicação que implementaram ações inovadoras e bem-sucedidas, nos seus respetivos países ou regiões, dando-nos novas ideias e aprendizagens aplicáveis aos nossos ambientes.

Para além disso, a CIBECOM’2017 também nos dá, pela primeira vez, a oportunidade de reconhecer campanhas de sucesso de cada país da Ibero-América, através dos Prémios Fundacom, e também ainda de conhecer melhor as práticas de comunicação nestes mercados através do LCM (Latin America Communication Monitor.

Tudo isto fortalece a PRORP e os seus associados, mantendo-nos atualizados com o que vai acontecendo à sua volta e a um nível regional.

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