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Paulo Henrique Soares, diretor de comunicação do IBRAM, Brasil: “…não existe um stakeholder mais importante que outro: é justamente o bom relacionamento com o conjunto desse público que contribui para a construção de nossa reputação”

29 Novembro, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Paulo Henrique Soares, diretor de comunicação do IBRAM, Brasil: “…não existe um stakeholder mais importante que outro: é justamente o bom relacionamento com o conjunto desse público que contribui para a construção de nossa reputação” | La entrevista, Noticias | ,

P: Quais são os principais desafíos que enfrentam as mineradoras na gestão de seus grupos de interesse?

R: Os principais desafios com que lidamos são a manutenção do diálogo constante e a busca pela agilidade em transmitir informações a todos nossos públicos de interesse. Em situações críticas e de crise, é preciso lidar com a verdade, transparência e agilidade. Não tem outra forma.

P: Por que é importante manter uma boa relação com os grupos de interesse?

R: Para preservar e influenciar positivamente a reputação da empresa. Em um caso de crise, por exemplo, a opinião pública e dos stakeholders podem afetar ativamente o rumo da situação, ajudando a empresa a medir riscos reputacionais e a reagir a eles.

Sabemos que uma das principais fontes de informação externa sobre a empresa são os próprios empregados. Ou seja: a reputação interna tem total influência na reputação externa, por isso, procuramos informar os funcionários sempre em primeira mão e com transparência. E essa é uma premissa que vale para o relacionamento com todos os nossos públicos de interesse. É importante destacar que não existe um stakeholder mais importante que outro: é justamente o bom relacionamento com o conjunto desse público que contribui para a construção de nossa reputação.

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Ignacio Viale, presidente do CPRP, Argentina: “A transparência é a principal característica de uma relação saudável e eficaz dos setores públicos e privados”

28 Novembro, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Ignacio Viale, presidente do CPRP, Argentina: “A transparência é a principal característica de uma relação saudável e eficaz dos setores públicos e privados” | La entrevista, Noticias |

P: Qual foi a mudança mais relevante enfrentada pelas organizações em matéria de transparência nos últimos anos?

R: Na Argentina estamos em uma etapa de Governo novo, que iniciou sua gestão há menos de um ano. O novo Governo Nacional vem de uma orientação política diferente e começou um processo de transparência e mudança de estilo que impacta as diferentes organizações. Por causa da nova administração, se consolidou a necessidade de que os processos, o vínculo e o relacionamento do Estado com o setor privado aderissem aos princípios da Transparência em sentido mais amplo.

Da mesma maneira, iniciou-se um processo de luta contra a corrupção, o narcotráfico e a inseguridade em geral, que são as reclamações mais constantes da população e que estão impregnadas no processo de transparência.

P: Considera que a transparência é um fator chave para a Ibero-América hoje em dia?

R: A transparência é a principal característica de uma relação saudável e eficaz entre os setores públicos e privado. Felizmente, parece que é uma tendência nos países que estão amadurecendo suas democracias. Atualmente, na Argentina, contamos com o Decreto 1172/03 que, entro muitos outros pontos, estabelece o livre acesso à informação pública. Apesar de termos certa regulamentação, ainda há muito para fazer em relação ao tema da transparência na gestão de governo. Trabalha-se para que, a partir do instrumento jurídico necessário, toda a administração pública caminhe para esse objetivo geral.

Em alguns países da região pode-se observar a mesma tendência em relação à importância da transparência na gestão de governo. Finalmente, isso é um reflexo da maturidade que estão adquirindo os processos democráticos.

P: O que diz a “Lei do lobby” que está em discussão na Argentina e qual é sua relação com a Comunicação e as Relações Públicas?

R: Por iniciativa da Secretaria de Assuntos Políticos e Institucionais que dirige Adrián Pérez, do Ministério do Interior, estão sendo realizadas reuniões e debates sobre a necessidade de uma Lei que regule a Gestão de Interesses. Já foram realizadas duas reuniões, a primeira com organizações do terceiro setor e profissionais dedicadas a ele; a segunda com caráter mais aberto e para debater assuntos que cada orador interpretou como necessário para avançar com uma lei séria e profunda.

Encontram-se em trâmite projetos apresentados pela Deputada Ana Carla Carrizo, a Deputada Margarita Stolbizer e o Deputado Mario Negri.

O que mais avançou é o da Deputada Carrizo, um projeto de lei sobre a regulação da Gestão de Interesses que se baseia na publicidade dessas relações por meio de um registro de encontros e audiências; um registro público de profissionais que atuam na área, os “gestores de interesse”; e a criação de uma autoridade autárquica de aplicação em cada Poder do Estado, no Conselho de Juízes e em empresas privadas, com participação majoritária do Estado. Ela prevê requisitos e sanções para a atividade.

A postura do Conselho Profissional frente aos projetos de Lei é de apoio à transparência na atividade profissional para que tenha maior legitimidade, mas que isso não se converta em uma regulação excessiva que impossibilite colocá-la em prática.

A relação com a Comunicação e as Relações Públicas é que nos foi concedido pelo Poder Executivo um espaço para que o Conselho Profissional participe nas discussões prévias que vão elaborar as bases do projeto de lei. E isso eu considero muito positivo para nosso setor.

P: Qual é o principal desafio que enfrentam os profissionais de comunicação e relações públicas que saem das universidades?

R: O principal desafio é no mercado de trabalho. Por mais que a atividade na Argentina, sobretudo em Buenos Aires, tenha tido um crescimento exponencial nos últimos cinco anos, ainda o mercado não é capaz de absorver rapidamente a todos os profissionais que se formam anualmente, pelo grande crescimento dos cursos do setor registrados nas Universidades.

Por outro lado, outro desafio importante é o da capacitação constante, que exige a atualização permanente.

P: Por que você considera uma cúpula como CIBECOM importante para o desenvolvimento presente e futuro de uma organização como CPRP (Argentina)?

R: Em primeiro lugar, uma iniciativa como a cúpula CIBECOM nos permitirá consolidar as bases de uma relação melhor e mais fluida entre as organizações de fala hispânica e portuguesa.

Conhecermos, intercambiar experiências e somar critérios para melhorar a profissão em um sentido amplo é o primeiro desafio da cúpula CIBECOM.

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José Mármol, Presidente de Asodircom, República Dominicana: “La organización debe asumir, hoy más que nunca, que todo comunica y que su exposición e influencia se ven incrementadas exponencialmente…”

31 Outubro, 2016 |by Cibecom | 0 Comments | La entrevista, Noticias | ,

P: ¿Cuál ha sido el cambio más relevante que se ha presentado en materia de comunicación estratégica en los últimos años?

R: La comunicación corporativa ha evolucionado profundamente en los últimos años, incorporando nuevas funciones y competencias, innovando en modos de actuación más efectivos y consistentes para llegar a microaudiencias de forma precisa, y estableciendo métricas cada vez más rigurosas, con la reputación como eje vertebrador de los mensajes corporativos.

Esta transformación de la profesión del dircom viene como consecuencia de la propia evolución de la opinión pública y de los distintos grupos de interés que la componen, cada vez más exigentes en un mundo complejísimo y que cambia constantemente, a una velocidad nunca vista antes en la historia de la humanidad. Estamos inmersos en una sociedad líquida y muy fragmentada, a consecuencia de la cada vez mayor digitalización de los hábitos de vida actuales, donde se demanda más información y transparencia a las instituciones.

P: ¿Cuál es el principal reto al que se enfrentan las organizaciones en materia de comunicación?

R: La fragmentación de la audiencia, la pérdida de hegemonía de los medios de comunicación tradicionales y el rápido desarrollo de las tecnologías de la información han creado en materia de comunicación corporativa nuevas tendencias, formatos y plataformas y, a la vez, han permitido al público tomar conciencia de su capacidad como transmisores de información y creadores de corrientes de opinión, más allá de ser meros consumidores.

En este contexto, la organización debe asumir, hoy más que nunca, que todo comunica y que su exposición e influencia se ven incrementadas exponencialmente, para lo bueno y para lo malo.

Al mismo tiempo, en el ámbito corporativo hemos de ser conscientes de que hemos pasado de un proceso donde la organización lideraba la conversación, cuándo y cómo quería, transmitiendo sus mensajes fundamentalmente a través de los medios de comunicación tradicionales, a otro escenario donde lo que la organización dice queda desdibujado o, en el mejor de los casos, se convierte en un mensaje más, dentro de un entorno digital que fluye rápido y donde desafortunadamente queda menos espacio para la reflexión.

Como apuntan algunos teóricos, hemos pasado de una lógica del relato secuencial a la lógica de la sociedad en red y el fenómeno “quilting” –coser una colcha a retazos, donde la conversación se sucede en diferentes niveles y plataformas, mediante la agregación desordenada de múltiples aportaciones de nodos interrelacionados.

En ese sentido, cualquier organización ha de ser consciente de esta realidad y afrontar la comunicación corporativa desde todos estos niveles: no será igual el mensaje que se envíe a un medio de comunicación tradicional o el que se exponga en un foro público a aquel que se maneje en redes sociales u otro tipo de comunidades virtuales.

P: ¿Qué beneficio aporta la narrativa a la comunicación y construcción de la reputación organizacional?

R: Como apuntaba anteriormente, ante asuntos que atañen directamente a la organización, esta se ha convertido en una fuente más de información, y no necesariamente la de mayor peso. La conversación es múltiple en múltiples niveles. Entre todos conforman el storytelling. En tal contexto, hay que aplicar un esquema de comunicación multidisciplinar, utilizando a los transmisores tradicionales (los medios de comunicación), pero también nuevas plataformas y actores (herramientas digitales, influenciadores, embajadores de marca internos y externos, formatos audiovisuales).

Apoyarse en modelos de comunicación estratégica y de reputación que aborden el relacionamiento con todo tipo de públicos de interés y que los mensajes abandonen el tono institucional y se hagan más humanos es clave, y por esta razón el hecho de contar historias es una columna vertebral de la comunicación corporativa en estos tiempos.

Cualquier institución hoy día tiene la capacidad de convertirse en un medio de comunicación, fomentando el uso de sus canales propios y potenciando las historias en las que está involucrada: historias de empleados, de clientes, de relacionados, de sus proyectos de inversión social responsable, de innovación y bienestar, entre otros enfoques.

Pero hay que subrayar que el relato (storytelling) debe mostrar esencialmente una acción (storydoing): no importa tanto lo que la organización diga, importan más los hechos, los logros y beneficios que la organización crea en la sociedad; contarlo, especialmente si son otros los que lo cuentan, resulta vital para ganar en buena reputación.

P: ¿Cree que la Reputación, la Sostenibilidad y la Transparencia son pilares básicos del siglo XXI?

R: El discurso público de la organización debe trazar como objetivos velar por el rol protagónico de la marca, reforzando una narrativa que descanse en un accionar transparente. Esto, si se hace de forma sostenible en el tiempo, sin duda ayudará a incrementar paulatinamente el capital reputacional de la empresa entre sus públicos, afianzando los vínculos de este discurso con la estrategia de negocio y la creación de valor para la compañía.

Por ello, el papel del dircom es fundamental, tanto para trasladar estos mensajes hacia lo interno y externo de la institución, construyendo planes de relacionamiento con todos los públicos de interés, como para establecer, de modo transversal, puentes con las distintas áreas de la empresa. Hay miles de historias por contar, que seguramente interesan a alguna audiencia en específico. Solo hay que identificarlas y adecuar nuestro relato a aquello que buscan. Hay que ir donde está esa audiencia con el mensaje preciso en el momento oportuno.

P: ¿Por qué considera usted que una cumbre como CIBECOM es importante para el desarrollo presente y futuro de una organización como Asodircom (República Dominicana)?

R: La comunicación corporativa vive un momento de profunda transformación. El rol del dircom es radicalmente diferente al que tenía hace apenas una década o incluso menos. Esa velocidad del cambio dejará obsoletos a muchos profesionales, si no asumen que ese cambio no irá más que acelerándose en los próximos años, con nuevas tendencias de comunicación empresarial e institucional que deben conocer, si no añadir directamente a sus funciones actuales.

CIBECOM es, por este motivo, una oportunidad de enorme relevancia: reunir en un mismo espacio, durante tres días, a miles de profesionales de toda Iberoamérica, España y Portugal es un lujo para conocer esas tendencias internacionales en el mundo de la comunicación corporativa en español y portugués, y reforzar al mismo tiempo el valor central que tiene esta materia profesional en nuestras respectivas sociedades.

Sin duda, una cumbre de estas características nos puede enseñar a todos, especialmente, a los miembros de una organización naciente como Asodircom, a saber transmitir en nuestras empresas que hay que aprender a vivir con ese sentimiento de pérdida de control de la información, que los asuntos de opinión pública cada vez son más numerosos y que hay que afrontarlos transversalmente en la organización para lidiar correctamente con los ataques a la reputación.

Esto no quiere decir caer en la saturación informativa, sino más bien en saber acotar los públicos, ser creativos y mostrar el alma de la organización en los mensajes, convertirnos en profesionales multifacéticos y multimedia en el uso de plataformas de información e incorporar herramientas de medición, que hagan tangibles los logros de la comunicación a lo interno de nuestras empresas. Confío en que CIBECOM 2017, en Miami, dé cumplida respuesta a los retos que todo dircom tiene por delante.

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Daniel Ureña, diretor em The Hispanic Council e palestrante confirmado no CIBECOM’ 2017: “EUA são o país com mais pessoas que falam espanhol sem que este seja o idioma oficial…”

31 Outubro, 2016 |by Cibecom | 0 Comments | La entrevista, Noticias | ,

P: Quais ações e antecedentes desencadearam o renascimento do idioma espanhol nos Estados Unidos?

R: A presença do espanhol nos Estados Unidos não é algo novo. Sempre foi um país plurilíngue, no qual o idioma mais falado é o inglês, mas não podemos esquecer que os EUA não têm um idioma oficial reconhecido em sua Constituição, como ocorre em outros países. O auge e o crescimento da comunidade hispânica, sobretudo nas últimas três décadas, o aumento de estudantes de espanhol em todo mundo (incluindo os EUA) e o potencial social, cultural e econômico do idioma provocaram o aumento do interesse pelo espanhol nos EUA. Segundo dados com os quais trabalha o Instituto Cervantes, os EUA são o país com mais pessoas que falam espanhol sem que este seja o idioma oficial e o primeiro país em número de estudantes de espanhol como idioma estrangeiro.

P: Como o “fator latino” pode influenciar na campanha eleitoral dos Estados Unidos?

R: Nas eleições presidenciais deste ano nos EUA, 27,3 milhões de hispânicos têm direito a voto, um recorde histórico. A grande pergunta é quantos se registraram para fazê-lo e, finalmente, quantos irão às urnas no dia 8 de novembro. Em outras eleições, apenas a metade dos votantes hispânicos foram votar, uma situação que criou o assim denominado “efeito do gigante adormecido”, que quer dizer que os hispânicos são um gigante com um poder potencial enorme no nível político, mas que até o momento ainda não o demonstraram 100%. Para que este gigante “se desperte”, este ano as campanhas de fundações, organizações e partidos se concentraram na importância de comparecer para votar, no enorme poder que a comunidade hispânica tem para definir quem será o presidente e o futuro que está em jogo para todas as comunidades étnicas do país. Deve-se considerar que os hispânicos não só são importantes pelo número de pessoas, mas também por sua situação geográfica, já que são uma parte importante do eleitorado em três dos onze estados chave este ano: Nevada, Colorado e Flórida.

P: O uso do idioma espanhol na comunicação política dos EUA pode melhorar a reputação de um partido político?

R: Não só melhora sua imagem, como é a melhor ferramenta para chegar a uma das comunidades mais importantes do país: os hispânicos. A aparição do espanhol nas campanhas dos EUA não é uma novidade das últimas eleições presidenciais. Já em 1960, Jackie Kennedy protagonizou a primeira inserção comercial gravada totalmente em espanhol, depois se somaram cartazes,  outdoors, banners, mais comerciais, spots de rádio; em 2002, aconteceu no Texas o primeiro debate em espanhol entre dois candidatos democratas a governador, mais tarde, vieram os sites em espanhol, os perfis em redes sociais, o merchandising… Até mesmo este ano, onde vários dos candidatos a presidente e vice-presidente dominam o espanhol. Pouco a pouco, nosso idioma foi ganhando terreno nos EUA e seguirá ganhando, por isso os partidos políticos têm que tomar a decisão de se adaptar à nova realidade e chegar de forma mais direta aos hispânicos, ou ignorá-la. Por enquanto, ambos partidos entenderam que é uma boa estratégia apostar nisso, e cada campanha está mais presente que a anterior. Mas tenho certeza que isso seguirá aumentando nas campanhas do futuro.

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Lorena Carreño, CICOM (México): Os modelos empresariais não devem perder de vista a sustentabilidade.

29 Setembro, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Lorena Carreño, CICOM (México): Os modelos empresariais não devem perder de vista a sustentabilidade. | La entrevista, Noticias | ,

“Acredito firmemente que a sustentabilidade deve estar alinhada com os objetivos do negócio, com as suas metas sociais e ambientais muito claras…”

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Lina María Alvarado, CECORP: “O convite para as empresas é que a transparência se torne um valor…”

5 Setembro, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Lina María Alvarado, CECORP: “O convite para as empresas é que a transparência se torne um valor…” | La entrevista, Noticias | ,

(Español) Los activos intangibles más importantes en las organizaciones hoy día tienen su origen en los conocimientos, habilidades, valores y actitudes de las personas, a estos activos intangibles se les denomina Capital Intelectual.

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Juan Pablo Topalian, AURP: As empresas não podem desconhecer a voz da sociedade que pede por igualdade de oportunidade para todos.

27 Julho, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Juan Pablo Topalian, AURP: As empresas não podem desconhecer a voz da sociedade que pede por igualdade de oportunidade para todos. | La entrevista, Noticias | ,

P: Quanto a comunicação estratégica se transformo na Ibero-América nos últimos 15 anos?

R: Muito. As organizações desenvolveram, em primeiro lugar, fortes estratégias de comunicação externa, mas sem dar a ela a mesma importância da comunicação interna. Hoje, quase ninguém coloca em dúvida que ambas são vitais e que é impossível comunicar estrategicamente para fora, sem fazê-lo previamente para dentro. A maioria das grandes empresas, atualmente, contam com departamentos de comunicação com diferentes nomes: “Relações Institucionais”, “Relações com a Comunidade”, “Comunicação Corporativa”, “Comunicação Interna” etc. O que falta, agora, é que as pequenas e médias empresas também tomem consciência que a comunicação é vital e estratégica para o cumprimento de seus objetivos. Como profissionais de comunicação, este deve ser nosso desafio.

P: A cada dia a comunicação nas empresas se torna mais importante. A que se deve isso?

R: Creio que algumas empresas perceberam sua relevância devido ao trabalho dos profissionais de sua área, que foram capazes de transmitir à Direção a importância da mesma. Outras o perceberam da pior maneira, enfrentando uma crise ou resolvendo problemas internos surgidos como consequência da não comunicação. Vivemos em um mundo hiperconectado, por isso a gestão e a administração da comunicação é um ponto nevrálgico para atingir os objetivos de qualquer organização, porque serve para canalizar esforços, ordenar tarefas e recursos, ajuda a reafirmar a imagem corporativa e os valores institucionais que compartilham os integrantes da empresa.

 

P: A estratégia de comunicação foi afetada com o surgimento de empresas e negócios mais inclusivos?

R: Sim, positivamente, porque está nos obrigando a nos atualizarmos.
As empresas não podem desconhecer a voz da sociedade que pede por igualdade de oportunidade para todos. E, quando falamos de inclusão, não me refiro exclusivamente à inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência física ou mental. Hoje se exclui às pessoas por idade, aspecto físico, sexo, religião, condição sexual, raça, passado ou pelo simples fato de estarem em idade de procriar, situação que afeta em maior medida às mulheres Não podemos nos dar o luxo de deixar de fora esses importantes setores da sociedade.

A comunicação inclusiva se transforma em maiores benefícios para todos os setores envolvidos, já que buscam analisar todas as mensagens, evitando que se disseminem aqueles que não incentivam o respeito ou que fomentem qualquer tipo de discriminação.

 

P: Existe uma relação entre reputação de uma organização e seu desenvolvimento econômico e social? Como você explicaria essa relação?

R: Sem dúvidas. A reputação corporativa é o conjunto de percepções que os distintos grupos de interesse têm sobre uma organização e é consequência do comportamento desenvolvido ao longo do tempo.
As organizações que contam com uma boa reputação se diferenciam de seus competidores; suas marcas são mais bem posicionadas; a qualidade percebida de seus produtos se incrementa; elas são adjetivadas positivamente; em situações de crise, são mais críveis perante a opinião pública; aumenta o sentido de pertencimento do público interno e a fidelidade dos clientes. São organizações com forte credibilidade e confiança em seus produtos e serviços. Esta qualidade intangível não é possível de ser mensurado no balanço econômico da empresa, mas seus resultados podem sim serem percebidos no incremento das vendas; na credibilidade do sistema financeiro que o permite ter acesso a fundos para novos investimentos, na força da marca e na confiança de seus stakeholders.

 

P: Quais as chaves para que uma organização seja sustentável no tempo?

R: Uma empresa sustentável é aquela que cria valor econômico e social no curto e no longo prazo, contribuindo assim para o aumento do bem estar e do progresso das gerações atuais e futuras em seu entorno.
A sustentabilidade vai muito além do cumprimento de obrigações jurídicas, fiscais e trabalhistas, tem a ver com um compromisso da Direção com o modelo de negócio, com o investimento em recursos humanos, com a proteção do meio ambiente e a comunicação. As principais chaves estão em:

  • Estabelecer um modelo de negócio que defina claramente onde está e a onde quer chegar; os valores, princípios e políticas que o definem; e os objetivos e metas a alcançar.
  • Comprimisso da Direção com esse modelo de negócio;
  • Capacitação dos recursos humanos para serem envolvidos nos objetivos da organização e compromete-los com seus valores.
  • Políticas de comunicação interna e externa.
  • Mensuração permanente.

 

P: Por que o senhor considera que uma conferência como CIBECOM é importante para o presente e o futuro de uma organização como AURP?

R: Todo encontro que nos vincule com outros profissionais, que nos sirva para estreitar os laços e vincular-nos com outros colegas de Ibero-América é de vital importância. Permite-nos conhecer em primeira mão outras realidades e analisar as diferentes soluções que se dão aos mesmos problemas, em função dos valores e da cultura de cada país. Por mais que hoje vivamos em um mundo globalizado e de comunicações on-line, até agora esta última não conseguiu superar a vitalidade da comunicação face to face.

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Eduardo Guedes de Oliveira, APCE: “A Comunicação é, hoje, crucial para as organizações…”

29 Junho, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Eduardo Guedes de Oliveira, APCE: “A Comunicação é, hoje, crucial para as organizações…” | La entrevista | ,

P: Quais são os principais desafios que as organizações enfrentam em termos de comunicação estratégica no século XXI?

R: Os momentos que vivemos são desafiadores para quem tem a responsabilidade de conduzir ou atuar em comunicação empresarial, pois as mudanças de comportamento, de paradigmas tecnológicos, de alcance e qualidade da Comunicação já não cabem mais numa receita pronta. Ao contrário, exige vivência, reflexões, multidisciplinaridade, liderança e uma excecional capacidade de entender o mundo e a sociedade, pois mais que em qualquer outro tempo a Comunicação é, hoje, crucial para as organizações e das suas diretrizes e aconselhamentos depende, muitas vezes, o sucesso empresarial e de qualquer outra organização pública ou privada.

A volatilidade dos mercados, dos paradigmas da comunicação e a agenda que marca o dia-a-dia no nosso país e a nível internacional são desafios que requerem do comunicador, mas também dos Gestores e CEO’s, uma atitude atenta, proactiva e muito criativa.

P: Quais são os mecanismos ideais para posicionar os valores e filosofia de uma organização aos seus stakeholders?

R: Tal como referi, os tempos de desafio que vivemos impedem as receitas prontas, o “pret-a-porter”. Há vários mecanismos e instrumentos que deverão ser analisados sempre em função do espectro e área de negócio da organização e da sua cultura própria. O que funciona bem na organização A não tem necessariamente que obter iguais resultados na organização B.

Diria sobretudo que é obrigatório comunicar sempre, mas comunicar com qualidade e comunicar com verdade.

P: Considera que uma Cimeira como a CIBECOM é importante para o desenvolvimento presente e futuro das organizações?

R: A CIBECOM é o espaço ideal para a junção dos profissionais de língua espanhola e portuguesa que, para além da língua, têm em comum um trabalho de desenvolvimento e reconhecimento comunicacional das empresas, culturas, povos e nações em que estão inseridos.

Será um momento primordial de partilha de Boas Práticas, de case-studys, de aprendizagem em torno de questões que nos são comuns.

P: Quais são as características comuns que podemos encontrar em empresas com uma boa reputação?

R: Credibilidade! Quando uma empresa comercializa um produto ou um serviço, no fundo está a “vender” indiretamente confiança. E isto só se consegue atuando e comunicando com rigor e verdade, sendo transparente.

P: Que situações poderiam afetar a reputação de uma organização?

R: Qualquer organização possui uma imagem – uma imagem pública – que pode ser positiva ou negativa e construída intencionalmente ou de forma aleatória em função das ações que são desenvolvidas e da perceção que os seus públicos acabam por ter das mesmas.

Ora quando estamos a trabalhar ao nível da imagem pública positiva, da reputação, é necessário não perder de vista que ela se constrói através da comunicação e esta não é apenas o que se diz, mas também o que se faz…

Senão vejamos: na década de 90 as empresas publicitavam um comportamento responsável, mas não o praticavam. No virar do século, percebeu-se que se podia lucrar sendo responsável. E hoje quem não for coerente entre o que diz e o que faz arrisca-se a uma série crise reputacional.

P: De que forma o fortalecimento da sociedade e do uso de redes sociais tem influenciado a reputação e transparência das organizações?

R: Hoje um dos grandes desafios que se colocam às organizações é entender e poder influenciar mais nas redes sociais, esse meio de fortíssimo impacto que atinge em segundos milhões de cidadãos que procuram permanentemente e cada vez mais por uma ‘híper transparência’ da informação. Por esse motivo é crucial uma monitorização constante dos potenciais riscos de reputação, através de todas as ferramentas que permitam uma escuta ativa e permanente do que se diz nestas plataformas sociais.

As redes sociais são já incontornáveis – uma imensa oportunidade, mas também um sério risco para a reputação de uma organização! E as organizações precisam aceitar que a internet e as redes sociais lhes tiraram o poder de controlar a sua reputação… os consumidores e demais stakeholders estão cada vez mais envolvidos com as organizações, relacionam-se de uma forma muito próxima, quase como se se “apropriassem” delas e das suas marcas. Se esta relação for abalada, os danos podem revelar-se não só em termos da imagem da organização, como também pela fuga de talentos, pela desconfiança e até pela perda de contratos e clientes.

 

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Paulo Nassar: “A transparência não é uma questão de aposta, é uma realidade”

19 Maio, 2016 |by Cibecom | Comentários fechados em Paulo Nassar: “A transparência não é uma questão de aposta, é uma realidade” | La entrevista, Noticias | , ,

A CIBECOM é um momento único para que essa comunidade de comunicadores ibero-americanos possa, pela primeira vez, consagrar de forma ritual e cerimonial esse espaço associativo.

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