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Montserrat Tarrés: presidente da Fundacom “Cibecom é uma iniciativa para compartilhar conhecimento e para melhorar a prática profissional”

4 Abril, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Montserrat Tarrés: presidente da Fundacom “Cibecom é uma iniciativa para compartilhar conhecimento e para melhorar a prática profissional” | La entrevista, Noticias | , ,

P: O que caracteriza uma comunicação responsável?

R: Construir e manter a confiança em nossas organizações por meio de nossos grupos de interesse é a contribuição da função da comunicação na reputação das mesmas. Em este entorno extremamente competitivo, conseguir reputação é uma questão que determina a viabilidade de nossas entidades. A comunicação responsável se caracteriza por dois elementos fundamentais: a consciência e a percepção. Consciência, no sentido de ser vigilantes do entorno, detectando os novos influenciadores, escutando as necessidades dos diferentes públicos e integrando essas demandas no comportamento organizacional. Percepção, no sentido de comunicar de uma forma transparente, verdadeiro e responsável, já que é a única via de gerar a confiança que se traduz em reputação.

P: Quais são os principais benefícios da comunicação responsável?

R: Como comentei, a comunicação responsável contribui para a reputação das organizações. A comunicação serve para estabelecer uma relação baseada no diálogo com os diferentes grupos de interesse, em que a escuta de suas demandas e a integração das mesmas nos valores das organizações é tão importante quanto a transmissão a estes coletivos dos processos que acometem as entidades para dar serviço à sociedade, processos que devem se basear na responsabilidade corporativa, em uma gestão responsável nos âmbitos do bom governo, as questões sociais e trabalhistas, e o meio ambiente. A sociedade exige, cada vez com mais força, entidades que respeitam o entorno em que operam, entidades sustentáveis. Somente por meio de uma gestão responsável e de uma comunicação também responsável podemos contribuir a edificar a reputação das organizações em um contexto digiral em que o risco de perdê-la é mais acentuado do que nunca.

P: Por que a senhora considera que a comunicação é fundamental para a cooperação entre os países de língua hispânica e portuguesa?

R: Exercer a função de comunicação em espanhol e português é uma magnífica oportunidade de unir esforços para construir organizações e sociedades melhores. Não só para os profissionais de comunicação, se não também para as entidades que eles fazem parte. Neste sentido, Fundacom assinou acordos de colaboração com aquelas instituições que promovem a cooperação no âmbito ibero-americano. Assinamos convênios com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e o Conselho de Empresários Ibero-Americanos (CEIB) para poder cooperar em diversos âmbitos nos quais a comunicação é chave.

P: Qual é o principal benefício que traz a Fundacom?

R: Fundacom representa a união das principais organizações ibero-americanas de comunicadores  no convencimento de que a função da comunicação é estratégica para o bom funcionamento das entidades.

Sua missão é a de gerar e compartilhar conteúdos e projetos de comunicação com todos os profissionais da América Latina, Portugal, Estados Unidos, Espanha e o resto dos países do mundo que utilizem o espanhol e o português como língua para esta função. Seus eixos estratégicos são aumentar a influência, o conhecimento, a formação e o networking dos profissionais e diretores de comunicação nesses países. Em um entorno complexo em todos os níveis, necessitamos profissionais de comunicação competentes, com visão estratégica, com formação diretiva consistente e com perspectiva internacional. Elevar o perfil de competências e fomentar o networking de nosso coletivo são objetivos fundamentais desta plataforma.

Fundacom beneficiará as associações parte pelo desenvolvimento que dará para o associativismo em nosso setor e o possível impulso para o surgimento de organizações em países onde elas ainda não existem.

Fundacom trará vantagens também para seus membros profissionais, já que eles terão acesso a mais conhecimento, estudos, networking e mais oportunidades profissionais em toda Ibero-América.

Da mesma forma, trará benefícios para nossas empresas, tanto as multinacionais como as PMEs, que estão já internacionalizadas ou em processo de fazê-lo, já que terão acesso ao conhecimento gerado nos diferentes países, à diversidade de práticas em nosso setor, às diferentes tendências, ao melhor talento em nossa área.

P: Por que a senhora considera que o Cibecom é importante para o desenvolvimento presente e futuro da profissão de comunicação?

R: Cibecom é uma iniciativa para compartilhar conhecimento e redes para melhorar a prática profissional e o perfil de competências dos profissionais de Comunicação na Ibero-América. Cibecom busca reunir profissionais que utilizem o espanhol e/ou o português para o desenvolvimento de sua função para trocar experiências e melhores práticas de comunicação. De fato, um dos eventos que acontecerá na cimeira será a entrega dos Prêmios Fundacom às melhores iniciativas em comunicação em espanhol e português em nível internacional.

Além disso, queremos que seja o evento de referência da profissão para definir e conhecer as principais tendências em comunicação. Esta cimeira reunirá conferencistas empresariais e institucionais de primeiro nível para compartilhar experiências e fórmulas de gestão da comunicação nos diferentes países deste âmbito regional. Cibecom será uma oportunidade para conhecer e identificar as principais tendências e especialistas em cada mercado.

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Luis G. Canomanuel, presidente da International Public Relations Network, IPRN

4 Abril, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Luis G. Canomanuel, presidente da International Public Relations Network, IPRN | La entrevista, Noticias | , ,

“A comunidade latino-americana, com 700 milhões em diversos países, necessitava de um foro com estas características, tão comuns no mundo anglo-saxão, que dispõe de uma representação muito boa no setor por meio de muitas associações e organizações”.

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Fernando Prado, Managing Partner do Reputation Institute e conferencista de CIBECOM’2017

24 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Fernando Prado, Managing Partner do Reputation Institute e conferencista de CIBECOM’2017 | La entrevista, Noticias | ,

“A reputação da organização tem um impacto direto nos resultados do negócio das empresas”

Fernando Prado, Managing Partner do Reputation Institute, organização de referência em reputação e em cuidar do capital intangível das empresas e instituições, fala na seguinte entrevista sobra a importância da reputação. Ele também comenta como os sentimentos sobre as empresas e as organizações condicionam como os distintos grupos de interesse se comportam com a organização.

Além disso, destaca os fatores que influenciam na construção da reputação das empresas: a experiência direta dos stakeholders, o que a empresa faz e diz (sua comunicação controlada) e, por último, o que os outros dizem da companhia.

Não perca esta entrevista!

 

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Paola López Rueda, empresária, jornalista, conferencista e apresentadora da CIBECOM’2017 fala-nos sobre Reputação, Sustentabilidade e Transparência

24 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Paola López Rueda, empresária, jornalista, conferencista e apresentadora da CIBECOM’2017 fala-nos sobre Reputação, Sustentabilidade e Transparência | La entrevista, Noticias | ,

Paola Rueda López (Colômbia), empresária, jornalista e conferencista, além de sócia-gerente da empresa SCITECH, vai ser a apresentadora da CIBECOM’2017, um fórum pioneiro pelos seus objectivos, conteúdos e âmbito geográfico, em que serão identificadas as principais tendências da comunicação corporativa na América Latina.

P: Qual é a importância da reputação, da sustentabilidade e da transparência para as organizações de hoje?

R: A transparência, a reputação e a sustentabilidade são chaves e pré-requisitos entre si.

Transparência quando se fala de um mundo 360o em que as redes sociais têm dado o poder a todos os stakeholders para comunicarem o que sentem na sua relação com a organização, torna-se um primeiro factor crítico que dá, ou pode afectar a reputação. É gerador de confiança.

A reputação é a percepção global. É a imagem colectiva do valor gerado por uma empresa ao longo da trajectória de cada um dos membros da sua cadeia de valor, interno e externo. É essa marca indelével, que não transparente, mas branca como o resultado da soma das cores e nuances de comportamento da organização, postas sobre a roda da comunicação que antes girava utilizando um pedal manual, e agora o faz apenas com um click. Nem sequer falamos da maior velocidade da comunicação, mas do tempo real.

A reputação, por sua vez, é responsável pela credibilidade – para as empresas cotadas na bolsa de valores –  que serve mesmo de termómetro de acordo com a percepção do mercado, em que uma empresa pode ter temperatura alta ou tão baixa que se presuma que o seu coração já não bate. Nas duas situações o valor da acção é a consequência.

E é precisamente este conceito de relacionamento duradouro e estável com o ambiente económico, social e ambiental que faz com que se consolide um modelo de negócio em que a tomada de decisão é baseada em valores compartilhados. E aí chega a sustentabilidade.

Exige pensar, dizer e fazer coerentemente, sentindo-se parte de um ecossistema. ECO porque deve ser winwin, e SISTEMA porque um dos elos da cadeia pode afectar até mesmo o risco mais fraco ou “insignificante”.

Não basta então apenas monitorá-los e mitigá-los, é preciso ter habilidade para observar todas as dimensões e potenciar as oportunidades que gerem o factor que faz a diferença, que contribui para a competitividade, para o crescimento e continuidade da organização.

P: Que influência tem a reputação e a transparência de uma organização nos seus processos de mudança?

R: A mudança é um factor constante, e para podermos falar de sustentabilidade a organização terá que abordar vários cenários para se adaptar às novas realidades, ou até mesmo criá-las.

Neste cenário, torna-se essencial que a organização identifique os travões e motores, o que significa que a reputação e a transparência são definitivos para a transformação. Para que os seres humanos envolvidos confiem. Para que a empresa acredite. Acreditar para criar.

P: Por que acha que uma cimeira como a Cibecom é importante para o desenvolvimento da profissão de comunicador na América Latina?

Pelos conteúdos: É ter num só lugar as boas práticas da nossa profissão na América Latina. Trata-se de uma imersão a que acedem as pessoas que assumem a função de Directores de Comunicação, CEO’s e dirigentes políticos, partilhando as suas visões e experiências sobre a comunicação estratégica.

Pelo Networking: É o palco para partilhar com os colegas, discutir êxitos e fracassos e trocar experiências. Torna-se um oceano de benchmarking.

Pela Organização: É a primeira vez que vejo um evento convocado por tantas e tão prestigiadas instituições e associações de comunicação e de relações públicas de diferentes países da América Latina. É ter um evento pensado e organizado pela Confederação da Indústria de Comunicação Mercadotécnica (CICOM), a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), a Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE), a Associação Profissional de Directores de Comunicação (AsoDircom), a Associação Uruguaia de Relações Públicas (AURP), o Centro Colombiano de Relações Públicas e Comunicação Organizacional (CECORP), o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONFERI), o Conselho Profissional de Relações Públicas da República Argentina (CPRP), a Associação de Directivos de Comunicação (Dircom), o Círculo DirComs (DIREMOS), o Fórum de Comunicação Corporativa (FOCCO) e a Associação Mexicana de Profissionais de Relações Públicas (PRORP).

Eu quero saber as várias propostas conceptuais e metodológicas, trocar ideias, e viver esta experiência multicultural para trazer o que considerar que contribui e acrescenta ao meu exercício de profissional de comunicação.

Eu vou lá estar, e você?

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Constanza Téllez, presidente da Focco, Chile: “A falta de transparência é uma peça-chave no quebra-cabeça da reputação…”

24 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Constanza Téllez, presidente da Focco, Chile: “A falta de transparência é uma peça-chave no quebra-cabeça da reputação…” | La entrevista, Noticias | ,

P: Qual é o principal desafio que as organizações enfrentam na comunicação, quando se confrontam com uma crise?

R: Existem vários desafios que as organizações enfrentam, no entanto desejo enfatizar pelo menos três. O primeiro é o nível de credibilidade e reputação que a empresa tem, ou não tem, construído ao longo de seu desenvolvimento. Se a sua reputação actual é positiva, as implicações da crise podem ser menores. No entanto, se a empresa não construiu a sua reputação baseada na transparência, na confiança, vai ser muito difícil “saír” da crise.

Outro elemento importante é a comunicação interna, como podemos envolver as áreas envolvidas no que está acontecendo, e como essas áreas contribuem para o fluxo de informação e participam no desenvolvimento de soluções rápidas e eficazes.

Além disso, o desenvolvimento de bons porta-vozes e uma relação positiva com os meios de comunicação, comunidades e outros stakeholders, também são elementos fundamentais neste processo.

P: Considera que a transparência da organização é essencial quando se enfrenta uma crise? Por quê?

R: Na verdade, a transparência é fundamental quando se enfrenta uma crise, porque é a única maneira de assumir e corrigir os erros face aos stakeholders das empresas. Além disso, é através da transparência que uma empresa pode reconstruir a confiança e reputação que possam ter sido enfraquecidas numa crise.

P: Como é que a falta de transparência afecta a reputação e a sustentabilidade das organizações?

R: A falta de transparência é uma peça-chave no quebra-cabeças da reputação. Uma empresa que não é transparente e não divulga publicamente as suas ações, que não se relaciona com os seus stakeholders de perto e de forma confiável, que não enfrenta dificuldades e assume as suas responsabilidades, e não é responsável pelos impactos gerados no seu ambiente e comunidades, produz a desconstrução da sua reputação, e uma desconstrução da sociedade em que está inserida. É por isso que a transparência é a pedra angular na construção de organizações com altos níveis de reputação e padrões de sustentabilidade, e são aqueles que são valorizados, respeitados, escolhidos pelos consumidores, seguidos com interesse pelos investidores e, finalmente, crescem, geram emprego e dão uma contribuição efectiva para o desenvolvimento social.

P: Por que considera que uma cimeira como a CIBECOM é importante para o desenvolvimento presente e futuro de uma organização como a Focco (Chile)?

R: É importante porque é uma plataforma de conhecimento e networking a nível ibero-americano, que vai permitir aos seus participantes a partilha das melhores práticas, obter novas ferramentas relacionadas com a comunicação, a transparência e a sustentabilidade, e lhes abre um mundo de conhecimento, que de outra maneira, seria de muito difícil acesso.

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Tomás Regalado, Governador da Cidade de Miami: “Durante Cibecom, Miami vai ser a ‘Capital Virtual’ da comunicação corporativa em espanhol e português”

15 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Tomás Regalado, Governador da Cidade de Miami: “Durante Cibecom, Miami vai ser a ‘Capital Virtual’ da comunicação corporativa em espanhol e português” | La entrevista, Noticias | ,

P: Por que uma conferência como Cibecom é importante para o desenvolvimento da comunicação na Ibero-América e para Miami?

R: Para Miami, esta Cimeira de Cibecom significa uma reafirmação importante de seu valor como centro de atividade dos hispano-americanos nos Estados Unidos. Em nenhum outro lugar da nação, as pessoas de língua espanhola são tão ativos e exitosos em matéria de negócios, comércio e meios de comunicação quanto em Miami.

Cibecom ajudará a que os ibero-americanos identifiquem Miami como uma “capital virtual” das comunicações e da informação que os interessa.

P: Como os meios de comunicação ajudaram a fortalecer o conceito de transparência nos Estados Unidos nos últimos anos?

R: Os meios de comunicação dos Estados Unidos (EUA) foram o motor da transparência por meio de um jornalismo investigativo que vai até o fundo de cada ação do governo. O conceito de “truth finding” (buscar as raízes da verdade em qualquer afirmação) põe em ridículo o funcionário que se atreva a usar uma referência passada que não seja correta. A imediatez que provém dos computadores, unida ao direito dos jornalistas de receber a informação que desejem por meio da lei FOIA (Freedom of Information Act), produz evidências que levantam uma barreira diante das motivações ocultas ou as “manipulações” dos políticos e funcionários públicos.

P: Que características faz com que Miami seja um lugar apropriado e ideal para receber uma conferência ibero-americana como Cibecom?

R: Miami é, possivelmente, o lugar mais cosmopolita da nação e onde mais se fala castelhano. Miami tem grandes comunidades de espanhóis, de sul-americanos e de caribenhos de língua hispânica, o que faz dela uma espécie de “Nações Unidas” da América Hispânica. Os emigrantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador, Argentina, Colômbia e Peru, para mencionar os mais numerosos, vivem nesta cidade e, com eles, estão presentes os principais problemas da região. Qualquer evento que tenha a ver com a América Hispânica encontrará em Miami um lugar apropriado.

P: Quais são os benefícios de desenvolver uma atividade econômica em Miami? Que benefício relacionado à reputação, a sustentabilidade ou a transparência a cidade oferece às organizações?

R: Miami é, de uma só vez, América Hispânica e Estados Unidos. Já é um feito o reconhecimento de Miami como o segundo centro internacional dos Estados Unidos e como porta de entrada do comércio do Sul da nação. Além disso, Miami é uma das cidades mais interconectadas do mundo, mediante o uso das novas tecnologias sem fio.

As regras sobre as quais funcionam os negócios, o comércio e o banco da cidade são as regras dos Estados Unidos. A maior parte das operações bancários e comerciais são monitoradas pelas agências de proteção da lei. As garantias legais que possuem os empresários em Miami são difíceis de superar, e a melhor prova é a quantidade de empresas estrangeiras, especialmente ao sul dos EUA, que têm escritórios centrais em Miami.

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Gustavo Castagnino, Círculo Dircoms, Argentina: “A geração de alianças pode trazer muitos benefícios…”

2 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Gustavo Castagnino, Círculo Dircoms, Argentina: “A geração de alianças pode trazer muitos benefícios…” | La entrevista, Noticias | ,

P: Qual é o benefício mais importante que pode trazer a criação de parcerias entre entidades públicas e privadas na reputação das organizações?

R: A criação de alianças pode trazer muitos benefícios como sejam o trabalho conjunto entre empresas, instituições académicas e organismos oficiais, por exemplo, no domínio da investigação. A associação a que presido, e que agrupa os diretores de comunicação da República Argentina, procura ser um parceiro de referência e influência para todos os assuntos respeitantes às relações institucionais corporativas e da comunicação em geral, e ainda criar sinergias com organismos públicos.

P: Qual é o principal desafio das organizações nas relações institucionais?

R: Temos todos um papel importante a desempenhar no desenvolvimento do país, cada um no seu lugar, contribuindo para tornar o nosso país melhor e podermos iniciar o caminho do desenvolvimento sustentável ao longo do tempo, para melhorar as condições de vida das pessoas e permitir que abandonemos algumas práticas que não são boas para o nosso país.

Estamos a começar um novo ano com muitas mudanças no país, temos um novo governo, um novo clima, e muitos desafios pela frente, onde a comunicação e o diálogo voltarão a ter um papel fundamental no nosso dia-a-dia. Atualmente as nossas tarefas nas organizações são acompanhadas por jornalistas, por políticos, por autoridades oficiais, por representantes de ONG’s e por académicos, com os quais interagimos diariamente para podermos comunicar, para podermos informar, para podermos ser a ligação entre a comunidade e as empresas.

P: Que benefícios tem o desenvolvimento associativo para os profissionais da comunicação?

R: Na DirComs – Associação Civil de Directores de Comunicação da República Argentina , estamos focados no objetivo de trabalhar para alcançar a excelência na comunicação empresarial. A associação numa estrutura profissional reforça o nosso papel na sociedade, incentiva-nos a melhorar e posiciona-nos de melhor forma nas nossas empresas.

P: Considera que o desenvolvimento sustentável de uma organização depende diretamente da sua reputação e transparência?

R: A reputação e a transparência são essenciais para o desenvolvimento sustentável de uma empresa, mas também deve haver uma consciência interna, em todas as áreas da empresa, para a temática do desenvolvimento sustentável, que não é mais uma postura “marketeira” mas sim uma forma de estar nos negócios.

P: Por que considera que uma cimeira como a CIBECOM é importante para o desenvolvimento atual e futuro de uma organização como o Círculo Dircoms (Argentina)?

R: É um encontro fundamental para nós, porque é uma referência para todos os profissionais de comunicação, onde estes se podem encontrar para trocar experiências, conhecer as novas tendências e gerar networking entre todos os profissionais ibero-americanos. Esta cimeira contribui para o fortalecimento da nossa profissão na América Latina e no posicionamento das nossas organizações profissionais perante os media, a comunidade académica e o mundo empresarial.

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José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo da Espanha (2004-2011)

2 Fevereiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em José Luis Rodríguez Zapatero, presidente do Governo da Espanha (2004-2011) | La entrevista, Noticias | ,

P: Das medidas que foram impulsionadas no seu mandato, quais acredita que influenciaram de forma mais importante a reputação da Espanha?

R: Como se recordará, no começo mesmo da Legislatura de 2004, teve uma notável repercussão a retirada das tropas espanholas do Iraque, que realizamos cumprindo uma promessa eleitoral e de acordo com a vontade muito majoritária da sociedade de meu país. Deste modo, e em circunstâncias certamente extraordinárias, Espanha reafirmava sua condição inequívoca de nação favorável à legalidade internacional e à paz, no marco das Nações Unidas.

Nesse mesmo marco, se inscreve a iniciativa da Aliança de Civilizações, conduzida pela convicção de que o terrorismo fundamentalista religioso deve ser combatido, além dos meios convencionais, mediante medidas que atentem ao respeito e o reconhecimento entre culturas e civilizações distintas, entre os jovens, na educação e na cultura, nas relações internacionais, com a contribuição positiva para a convivência das próprias religiões… Isto é, o conjunto de ações que foi desenvolvido pela Aliança.

Creio, também, que durante nosso mandato contribuímos para a reputação da Espanha com o avanço sem precedentes que se produziu na cooperação espanhola, particularmente, ainda que não exclusivamente, com sua projeção na América Latina. Foi um esforço muito considerável, desenvolvido em âmbitos muito diversos, não só na luta contra a pobreza, mas também em relação á educação, a institucionalidade, a igualdade de gênero, o desenvolvimento sustentável… Um esforço que deixou uma caminho estrutural bem visível em alguns campos, como por exemplo o Fundo da Água, que já mobilizou mais de 1.200 milhões de euros para por em marcha programas e projetos em nada menos que 19 países parceiros da região. Isso é reputação espanhola, reputação no melhor sentido possível.

E permita-me que inclua por último algumas iniciativas internas, que também creio que contribuíram para melhorar nossa imagem no exterior, como as iniciativas adotadas em matéria de direitos (A Lei integral contra a violência de gênero, a de Igualdade efetiva entre mulheres e homens, a que reconhece o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo…), refletindo a imagem de um país avançado, que valoriza a boa convivência fundamentada no respeito à liberdade e à diversidade.

P: Quais são os principais desafios que a Espanha enfrenta hoje, em matéria de reputação?

A Espanha é um país rico e diversificado internamente e também em sua projeção ao exterior, por sua tríplice condição de nação europeia, latino-americana e mediterrânea aberta ao mundo árabe. E porque possui uma cultura e uma língua muito vigorosas. Tudo isso nos permite ser um país ativamente comprometido na nova ordem global, com a paz e a segurança, com o diálogo para prevenir conflitos e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e como tal reconhecido e influente na comunidade internacional. Portanto, aí sigo insistindo, em uns ou outros governos, está o presente e o futuro de nossa reputação.

Mais concretamente, isso significa, por exemplo, no nosso papel como membros da União Europeia, trabalhar sempre ao lado dos que querem se aprofundar nela e contribuir para que ela possa enfrentar seus maiores desafios como o de abordar os problemas migratórios. Em nossa vocação latino-americana, acompanhar respeitosamente os processos de integração regional e atender ao chamado para apoiar os processo de paz, como na Colômbia, ou de diálogo, como na Venezuela. Em nossa dimensão mediterrânea e em nossa relação com o mundo árabe, defender a convivência entre culturas e relegiões e pleitear, sem descanso, pela solução pacífica de conflitos.

E, de novo, nossa reputação vai depender também de que façamos bem os deveres de casa, de que saibamos abordar o desafio de reforçar a coesão social, democrática e territorial em nosso país nesse período complexo, de incertezas que estamos vivendo e compartindo com nossos sócios europeus.

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Alejandra Brandolini, Presidente da AB Comunicaciones

12 Janeiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Alejandra Brandolini, Presidente da AB Comunicaciones | La entrevista, Noticias | ,

P: Qual a importância da comunicação interna para a construção de reputação nas organizações?

R: Uma das mais famosas máximas de comunicação proclama que “tudo comunica”. Na área de comunicação interna, esse “tudo” é representado pelas conversas que vinculam os colaboradores com a organização. Na interação de ambos vai-se construindo e reconstruindo a cultura organizacional. Assim, em organizações com culturas inteligentes e de alto desempenho, a comunicação interna ajuda a gerar orgulho de pertença, a uma maior coesão entre a equipa, e à apropriação dos objetivos organizacionais. Quando os nossos colaboradores se sentem parte ativa e valiosa da organização, estabelecem laços emocionais que contribuem para a criação de uma excelente reputação interna, que é a principal diretriz para desenvolver uma boa reputação externa. A melhor estratégia de reputação organizacional começa sempre de dentro para fora.

P: Como garantir que os trabalhadores e/ou colaboradores se identifiquem com a empresa ou organização onde trabalham?

R: Nada gera maior identificação que uma missão, visão e valores partilhados. E isso é algo que não pode ser negociado: ou se partilha ou não. Em segundo lugar está a coerência entre dizer e fazer. As organizações com maior compromisso são coerentes entre o que manifestam através de palavras e as ações que executam. Na sociedade atual, as pessoas estão cada vez mais conscientes da importância da coerência organizacional. O terceiro aspeto a ter em conta é a escuta ativa dos colaboradores. Escutar é sinónimo de respeito pelo outro pelos seus contributos. A escuta ativa pode inovar, transformar, antecipar possíveis desvios, valorizar as virtudes da empresa e os próprios colaboradores. Ao escutar realmente, as pessoas sentem-se valorizadas, e isto aplica-se a qualquer colaborador, e não apenas para aqueles que ocupam posições de liderança. Em suma, um propósito comum, coerência e escuta ativa são as principais orientações para que os colaboradores se sintam identificados com a organização. Nestes casos, a comunicação interna funciona como um veículo de facilitação e viralização de comportamentos e condutas esperados.

P: Quais foram as mudanças mais significativas em termos de comunicação interna nos últimos anos?

R: As mudanças mais significativas na comunicação interna estão a ocorrer, simultaneamente, em três planos. Por um lado, temos a passagem da gestão de canais para uma gestão da cultura organizacional. Hoje ninguém argumenta sobre a importância da comunicação interna como produtora, reprodutora e transformadora das matrizes culturais da vida organizacional. Sob este critério passámos de uma visão totalmente instrumental da comunicação interna, a uma visão holística e cultural. Hoje falamos sobre conversas, em vez de comunicação ascendente e descendente, porque é no diálogo que aparece a cocriação e que se enriquecem as práticas organizacionais.

Num outro plano, está a mudança nos discursos e conteúdos da comunicação feita para os colaboradores. A hipermediatização, o transmedia, os padrões atuais de consumo simbólico fazem com que os antigos modelos pré-fabricados de comunicação institucional não resistam. Hoje a comunicação interna compete seriamente pela escassa atenção dos colaboradores, face aos milhares de estímulos externos de grande impacto e aos cenários de trabalho cada vez mais complexos e desafiantes. Nas redes sociais fala-se do reinado do conteúdo e, em comunicação interna sucede o mesmo. Estamos a assistir a uma era em que passamos da informação à motivação, persuasão e emotividade das mensagens.

Finalmente, o terceiro nível de transformação é determinado pela tecnologia. Nunca, na história, estivemos tão perto de todos os nossos colaboradores. Com as redes sociais internas (ESN), as intranets colaborativas, aplicações móveis, e milhares de sistemas que operam no mercado, a comunicação interna deu uma volta de 180 graus. Estamos a deixar a execução linear para entrar num modelo 360, com o potencial de colocar on-line qualquer colaborador, onde quer que esteja e qualquer que seja a sua posição na organização. Por outras palavras, temos pela frente uma oportunidade única para gerar conversas transversais que até há poucos anos atrás eram impensáveis

Claro, em muitos países, ainda falta muito vigor e vigência a estas tendências… mas o caminho já está marcado.

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Olga Oro, Presidente da PRORP, México: “A reputação de uma organização é o seu principal valor”

2 Janeiro, 2017 |by Cibecom | Comentários fechados em Olga Oro, Presidente da PRORP, México: “A reputação de uma organização é o seu principal valor” | La entrevista, Noticias | ,

P: Qual é o principal desafio que os profissionais de relações públicas enfrentam na América Latina?

R: O desafio mais importante é demonstrar o valor da nossa profissão, a real importância na gestão de reputação de uma empresa.

Para isso, identifico quatro pontos muito importantes que devemos trabalhar para fortalecer o nosso trabalho:

a) Medição em Relações Públicas, convencer os nossos clientes que há algo mais do que a perspetiva quantitativa de valor publicitário equivalente, e agregar indicadores qualitativos que estejam alinhados com os objetivos estratégicos planejados.

b) Estratégia de Comunicação com influenciadores, todos os dias esta gestão está a gerar mais impacto e repercussões nas marcas dos nossos clientes, pelo que devemos focar-nos em trabalhar na criação de uma relação autêntica entre esses influenciadores e as nossas marcas.

c) Comunicar visualmente, a cada dia é mais importante que os profissionais tirem partido das técnicas de imagem e utilizem vídeos na estratégia de comunicação dos seus clientes ou marcas, aproveitando sempre as plataformas de redes sociais.

d) Criatividade na entrega das mensagens, devemos considerar que a maneira como contamos as histórias é fundamental assim como a escolha dos meios. Temos de continuar a inovar e a explorar diferentes plataformas para cada vez obter mais sucesso junto das audiências escolhidas.

P: Qual é a relação entre as relações públicas e a reputação de uma organização?

R: Um dos aspetos fundamentais das relações públicas é criar, manter e cuidar da imagem corporativa das organizações. Uma boa imagem corporativa leva a que a empresa obtenha uma perceção positiva e uma boa reputação.

A reputação de uma organização é o seu principal valor. É o ativo mais importante já que cria e sustenta o valor da marca, o preço da ação, a confiança dos clientes e provedores, a credibilidade com as autoridades e a retenção dos melhores colaboradores… mas é também o ativo mais vulnerável.

P: Quais são os três primeiros passos em relações públicas, que devem ser seguidos por uma empresa, quando confrontada com uma crise?

R: As crises surgem quando um evento importante ameaça prejudicar a imagem da marca ou empresa, e o trabalho da agência de Relações Públicas ou do responsável de Relações Públicas de cada empresa deve passar pela monitorização e identificação da crise, seguindo estes passos:

Passo 1. Identificar e Monitorizar
Identificar que tipo de evento gerou a crise e monitorizar e adaptar a comunicação aos canais de difusão e viralização.

Passo 2. Formar um Comité de Crise e recorrer (se existir) ao Manual de Crise da empresa.
O Comité de Crise deve ser formado com pessoas que disponham da informação e que sejam especialistas no tema do problema. A administração da empresa deve ser envolvida na tomada de decisões imediatas e nunca devemos negligenciar a comunicação interna. É vital que os colaboradores tenham a informação em primeira mão.

Passo 3. Reagir em tempo útil e com absoluta transparência
Há que reagir rapidamente e admitir o que aconteceu, evitando cair em provocações. Seja proativo… assuma o controlo da situação antes que outros a assumam por si.

Responda honestamente, mesmo que não tenha todos os dados no momento. E continue a comunicar os fatos ou a agir com base nos elementos que vai tendo.

P: Qual é o maior erro que as organizações cometem na hora de implementar uma estratégia de comunicação digital?

R: O principal erro é participar sem uma estratégia adequada aos objetivos de negócio e aos valores fundamentais da empresa.

Muitas vezes, uma organização decide que não vai participar nas redes sociais, porque não sabe como fazê-lo e porque tem medo de “abrir uma porta” de onde pode receber comentários que não quer ouvir… A essas organizações o que digo sempre é que, mesmo que não participam, a sua imagem corporativa e as suas marcas estão presentes nos comentários dos seus públicos e se surgir algo negativo, a sua reputação vai ser afetada sem que a empresa dê conta.

Atualmente, as organizações devem ter uma estratégia de comunicação digital como parte integrante do seu programa de comunicação. Ninguém se pode dar ao luxo de não o fazer sem correr um sério risco de ver a sua reputação ser afetada pelo seu silêncio ou por uma má gestão da sua estratégia.

P: Por que considera que uma cimeira como a CIBECOM’2017 é importante para o desenvolvimento presente e futuro de uma organização como a PRORP (México)?

R: As relações públicas, assim como o marketing, a publicidade e a comunicação organizacional vão-se transformando dia-a-dia, adaptando-se às novas tendências e ao ambiente digital. Uma cimeira como a CIBECOM’2017 permite-nos contactar com profissionais de comunicação que implementaram ações inovadoras e bem-sucedidas, nos seus respetivos países ou regiões, dando-nos novas ideias e aprendizagens aplicáveis aos nossos ambientes.

Para além disso, a CIBECOM’2017 também nos dá, pela primeira vez, a oportunidade de reconhecer campanhas de sucesso de cada país da Ibero-América, através dos Prémios Fundacom, e também ainda de conhecer melhor as práticas de comunicação nestes mercados através do LCM (Latin America Communication Monitor.

Tudo isto fortalece a PRORP e os seus associados, mantendo-nos atualizados com o que vai acontecendo à sua volta e a um nível regional.

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